Supremo cumpriu sua missão, mas falta acabar com o balcão de negócios

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O Supremo Tribunal Federal cumpriu sua missão com a finalização do julgamento do mensalão e a prisão dos condenados, mas a sociedade precisa agora combater o sistema do balcão de negócios, matriz dos principais escândalos no País. Esta foi a defesa feita pelo senador Alvaro Dias ao parabenizar, no Plenário, nesta segunda-feira (18), os ministros do STF pela decisão em relação aos mensaleiros. Alvaro Dias disse considerar que o julgamento da chamada Ação Penal 470 representa o marco de um novo rumo para a justiça brasileira, e seu resultado deve servir de parâmetro na punição de figuras da República envolvidas com a corrupção.

“Diante do atual desencanto que permeia a vida nacional, havia grande incredulidade com o resultado do julgamento do mensalão, mas os ministros do Supremo cumpriram sua missão. Particularmente, sempre manifestei, da Tribuna do Senado, minha plena confiança nas ações do STF. E certamente que a Suprema Corte alcança as expectativas mais otimistas da sociedade ao concluir o julgamento do mensalão com o cárcere dos principais envolvidos. É certo que este resultado reabilita a crença de parte da população de que é possível ver a justiça derrotando a impunidade. O STF recupera o conceito de credibilidade e de respeitabilidade que essa instituição basilar, onde estão fincados alicerces básicos da democracia, deve deter”, afirmou o senador.

No seu discurso, o senador Alvaro Dias reiterou que a consequência positiva do julgamento do mensalão precisa ser a derrocada do sistema do balcão de negócios e do aparelhamento do Estado a serviço de um projeto de poder partidário. O senador paranaense defende que o debate sobre a destruição deste sistema seja priorizado pelos candidatos a presidente da República.

“Os mensaleiros estão na cadeia, mas o balcão de negócios continua de pé. Tenho afirmando reiteradamente que esse sistema precisa ser destruído, pois ele é a matriz dos escândalos de corrupção, por estabelecer a relação de promiscuidade entre os poderes, consagrando a picaretagem política de forma explícita e rotineira. Os postulantes à presidência não podem ignorar este debate, pois o balcão de negócios esgota a capacidade financeira do poder público, que com isso tem menos recursos para investir em setores essenciais. Não acredito que o Brasil irá alcançar índices de desenvolvimento compatíveis com suas potencialidades se preservar este sistema que não interessa à a população nem à democracia, mas apenas aos chupins da República, os únicos beneficiados com o balcão. Como pode-se admitir que mais de 80 bilhões esvaem-se anualmente por entre os dedos das mãos sujas da corrupção? Esse é o sistema que estamos, nos últimos tempos, procurando combater nesta tribuna e nas palestras que proferimos em universidades e em outras escolas no País, procurando despertar a atenção das pessoas para a existência de um modelo perverso de governo, que vai destruindo não apenas as finanças públicas brasileiras, mas também nossas esperanças de um desenvolvimento sustentado para a melhoria da qualidade de vida do povo deste País.

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