Promessa eleitoreira feita por Dilma no 1º de maio vira fumaça, e governo não fala mais em reajuste da tabela do IR

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O segundo turno das eleições foi realizado há duas semanas, com a vitória da presidente Dilma, e passados 15 dias desde a finalização das eleições, até agora o Palácio do Planalto não divulgou o seu plano de governo para os próximos quatro anos, assim como não sinalizou quem estará à frente da política econômica. Em meio à falta de informações sobre o futuro do país, o governo não mais deu qualquer pista sobre o reajuste da tabela do Imposto de Renda. No dia 1º de maio, a presidente Dilma Rousseff fez pronunciamento em cadeia de rádio e TV, no dia do trabalhador, e em um discurso de cunho eleitoral, destacou que havia assinado uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, “para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho”. Segundo a presidente, a medida iria significar “um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”. A MP previa reajuste de 4,5% na tabela do IR a partir de janeiro de 2015, mas por falta de interesse do governo e de seus aliados no Congresso, perdeu validade e foi ao arquivo sem ter sido votada.

Pela medida provisória, a faixa de isenção do IR passaria de R$ 1.787,77 para R$ 1.868,22. A alíquota de 7,5% seria paga por trabalhadores que ganham de R$ 1.868,23 a R$ 2.799,86; a de 15%, pelos que recebem entre R$ 2.799,87 e R$ 3.733,19; a de 22% por trabalhadores que ganham de R$ 3.733,19 a 4.664,68 e a alíquota de 27,5% seria paga pelos que ganham acima de R$ 4.664,68. Como a medida perdeu sua validade por falta de interesse do governo em aprová-la, a promessa de Dilma, feita em rede de rádio e TV, de reajustar a tabela do Imposto de Renda, não sairá neste ano. Isso significa que os trabalhadores não terão na próxima declaração de imposto de renda um alívio para uma que já chega a 62%, acumulada entre 1996 e 2013, resultado da diferença entre as correções feitas na tabela e a inflação no período. Nos últimos 15 anos, as correções feitas ficaram abaixo da inflação, fazendo com que trabalhadores isentos passassem a ser tributados e outros saltassem para faixa de tributação mais elevada. A medida de Dilma, de caráter eleitoreiro, serviu apenas para ajudar Dilma a se reeleger, mas virou fumaça na hora de ajudar a recompor o poder de compra dos trabalhadores.

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