“Prisões representam o fim de um império”, diz jornalista inglês que denunciou corrupção na Fifa

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Em entrevista ao site UOL Esporte, o jornalista britânico Andrew Jennings afirma que o escândalo atual que envolve os principais dirigentes do mundo futebolístico representa o fim da Fifa, da forma como ela funciona atualmente como entidade. Para Jennings, o ex-presidente da entidade, João Havelange, foi o responsável por ter instalado o esquema de corrupção na Fifa, que se iniciou em 1974 e perdura até agora. “É o fim de um império. Todos os impérios caem. Foi assim com o britânico, com o francês. Até os portugueses tiveram de sair do Brasil. O império da Fifa terminou ontem”, disse Jennings.

O jornalista britânico é autor de vários livros sobre a corrupção na Fifa e em outras organizações esportivas, além de colaborador do FBI nas investigações que levaram à prisão de sete membros da Fifa, nesta quarta-feira (27). Jennings esteve no Brasil no ano passado, em audiência no Senado, a convite do senador Alvaro Dias, para falar sobre a corrupção no mundo do futebol. Na audiência, o jornalista falou sobre o seu livro “Um jogo cada vez mais sujo”, em que a FIFA e a CBF são o principal alvo de suas investigações. O repórter inglês afirmou, na ocasião, que a partir da leitura dos relatórios do senador Alvaro Dias, elaborados ao final das investigações da CPI do Futebol (finalizada em 2001), ficaram mais do que patentes os negócios ilegais que enriqueceram dirigentes da FIFA e da CBF, incluindo os brasileiros Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF e do Comitê Organizador Local) e João Havelange (ex-presidente da CBF e da FIFA). “Eu investiguei as propinas deles na Suíça a partir dos relatórios do Alvaro Dias, da CPI do Futebol. As investigações nos relatórios do senador provam que Teixeira é um grande ladrão”, afirmou Jennings.

Satisfeito com as prisões que aconteceram nesta semana, Jennings disse ao site Uol Esporte que tem a certeza de que escândalos ainda maiores virão à tona ao longo das próximas semanas, meses e anos, e que as prisões em Zurique são apenas a ponta do iceberg. Ele acredita que os nomes de Ricardo Teixeira e João Havelange aparecerão em breve nas investigações. “Apenas espere. É uma longa e abrangente investigação. Eles vão chegar ao nome do Teixeira. Espere. Há muito mais coisa vindo. Isso não termina hoje. Vão pegar o Teixeira. Mas se não o pegarem, os brasileiros deveriam prendê-lo por todos os crimes que ele cometeu contra o futebol”, afirmou.

Para Andrew Jennings, as investigações envolvendo pagamento de propinas referentes à Copa do Mundo de de 2014 deve ser muito mais um problema interno do Brasil, uma vez que o país não teve concorrência para receber o evento. “Não tinha competição. A investigação deve ser feita no Brasil. Está tudo cercado de corrupção”, disse o autor e jornalista, que perdeu a conta de quantos telefonemas recebeu e entrevistas concedeu ao longo de toda a quarta-feira.

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