Governo em ritmo de campanha: vale tudo pelo projeto de poder, até comprometer a segurança dos veículos

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“Como ano que vem tem eleição, o governo do PT tem como foco prioritário dourar a pílula na economia para evitar desgastes que comprometam o seu projeto de poder”. A afirmação foi feita pelo senador Alvaro Dias, ao elogiar, nesta segunda-feira (16), discurso de seu colega de PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP), que comentou na Tribuna as trapalhadas do ministro Guido Mantega, da Fazenda. Na mais recente delas, o ministro deu declarações de que o governo pretende adiar a exigência do Contran de que toda a frota nacional de veículos não saia das montadoras sem airbag e freios ABS a partir de janeiro. O ministro deixou patente que o governo teme o efeito negativo da medida sobre empregos e preços, e acabou sendo desautorizado pelo Palácio do Planalto.

Para o senador Alvaro Dias, o governo do PT, ao recuar da medida, tenta segurar o impacto que o aumento de preços terá na inflação, mesmo que isso custe desatender a uma exigência da sociedade para que haja maior segurança nos equipamentos essenciais dos veículos.

“É hora de dourar a pílula para evitar desgaste eleitoral, porque, ano que vem, há eleição. Daí essa política de dourar a pílula como no caso da exigência às montadoras para que fabriquem veículos com freio ABS e airbag. Não se pode atender essa exigência da sociedade porque haverá um aumento de preço do veículo e isso impacta negatividade para o governo. Essa é a postura de um governo, especialmente via ministro da Fazenda, que tem por objetivo apenas o seu próprio projeto de poder”, afirmou Alvaro Dias.

No aparte que fez ao senador Aloysio Nunes, Alvaro Dias lembrou ainda que o ministro da Fazenda, além das trapalhadas habituais, ainda é desmentido pelo Banco Central, como no caso das perspectivas para a economia brasileira em 2013 e 2014. De acordo com o boletim Focus, do BC, em que mais de 100 analistas econômicos são consultados semanalmente, as estimativas para o crescimento do PIB estão bem abaixo dos números anunciados por Mantega durante todo o ano.

“Além de prever sempre muito mal, exageradamente otimista, tentando, com a mistificação, iludir a população do País, o ministro Guido Mantega é desmentido pelo próprio Banco Central, segundo o qual a perspectiva de crescimento da economia anda para trás. De um boletim para outro, há redução da previsão de crescimento da economia e aumento nas estimativas de inflação e juros. Portanto, por mais que queira o ministro dourar a pílula para passar uma ideia de organização da economia do país, ele acaba sendo desmentido pelos seus parceiros de política econômica, neste caso, o Banco Central”, afirmou o senador paranaense.

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