Governo é responsável pela crise que levou ao protesto de caminhoneiros, e precisa agir para atendê-los

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Em apelo feito no Plenário nesta quarta-feira (25), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que o governo federal tem a obrigação de conduzir com rapidez e bom senso as negociações com os caminhoneiros brasileiros, que há alguns dias protestam nas estradas do País. Os caminhoneiros, que promovem paralisações em 13 estados, reivindicam, entre outros pontos, a redução do preço do óleo diesel, o reajuste do preço do frete e a majoração das tarifas de pedágio. Para o senador, o governo Dilma, que é responsável por essa crise, começou mal as conversas com representantes da categoria, ao se antecipar e afirmar que não quer reduzir o preço dos combustíveis.

“O Brasil inteiro acompanha com angústia o drama vivido nas estradas do País, já que o desabastecimento é, sem dúvida nenhuma, uma das consequências mais dolorosas para os brasileiros. Esse movimento já alcançou 13 unidades da Federação, e o Estado mais mobilizado, sem dúvida, é o Paraná, hoje com 44 bloqueios em estradas estaduais e estradas federais. Lamentamos profundamente a ausência do governo nos últimos anos. Nós nos lembramos bem que, em julho de 2012, houve um movimento dessa natureza, que também paralisou estradas do País, movimentou o Congresso Nacional, trouxe representantes dos caminhoneiros para audiência com o Governo. De lá para cá, nada se adotou de providência que pudesse aliviar o sofrimento desses profissionais do volante, que percorrem o País transportando as riquezas nacionais. Não houve planejamento. Nosso governo, lastimavelmente, não tem esse poder de prever, não tem a capacidade de se antecipar aos fatos. E é evidente que o prejuízo é transferido à sociedade. Esta paralisação certamente agrava a situação do País, por isso nosso apelo à sensibilidade governamental para que consiga superar este drama, apesar de ter começado mal a negociação com os caminhoneiros ao afirmar que não irá mexer no preço do diesel”, afirmou o senador.

Em seu pronunciamento, o senador Alvaro Dias relatou os problemas que as paralisações nas estradas estão causando às cidades do Paraná. Em Londrina, segundo o senador, além da falta de combustíveis, já é difícil encontrar carnes em supermercados e açougues. Há relatos de postos que vendem o litro da gasolina a R$ 6,00. Em Maringá, o combustível é encontrado em pouquíssimos postos e o preço do litro da gasolina já atingiu R$ 5,00. Em Campo Mourão muitas famílias estão estocando comida, temendo um agravamento do problema de abastecimento nos supermercados. Em Pato Branco, pequeno agricultor que não quis se identificar relata saques à sua propriedade, que produz produtos hortifrutigranjeiros. A população com receio de faltar produtos básicos nos supermercados saqueou o produtor. Pequenos agricultores em cidades de todo o estado já contabilizam suas perdas, pois não há como colher ou transportar as culturas já plantadas e que começam a se perder na lavoura. Granjas de frango e porco na região de Cascavel já registram grandes prejuízos, pois faltam alimentos para os animais, que morrem aos milhares por falta de alimentos. O Porto de Paranaguá operou com 5% das cargas programadas no dia de ontem. Segundo a administração do porto, dos 900 caminhões previstos para descarregar apenas 45 tinham chegado.

Para o senador, entretanto, é preciso manifestar solidariedade aos caminhoneiros do País, em que pesem as consequências das paralisações. “Na esteira do impasse cujos efeitos são sentidos pela população, devemos reconhecer que a pauta de reivindicações do movimento dos caminhoneiros é legítima. O caminhoneiro protesta contra os baixos preços de frete – defasados em função dos altos índices de inflação – e os custos com combustíveis. O diesel subiu e o governo aumentou impostos, como a Cide”, afirmou o senador Alvaro Dias.

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