Evento social da Fifa deixa comunidades carentes de um lado, e autoridades com camarote VIP e mordomias de outro

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Na manhã desta segunda-feira, na comunidade do Caju, na cidade do Rio de Janeiro, a Fifa abriu seu principal evento social, com um torneio de futebol na favela, para mostrar que a entidade está preocupada em ajudar a acabar com a desigualdade no Brasil. A estrutura montada pela entidade maior do futebol, entretanto, apenas repetiu os milhares de muros entre a parcela mais rica da população e as comunidades marginalizada. Comunidades de baixa renda foram levadas pela Fifa ao Rio de Janeiro para o torneio, cujo mote é o de “construir um futuro melhor”.

De um lado da arquibancada, podia-se ver a imagem de moradores de comunidades de baixa renda assistindo ao evento do telhado de casas precárias de uma favela que acumula problemas e é um retrato de tantos dos problemas sociais o Brasil. De outro lado da arquibancada, uma ala VIP com ar condicionado, sofá e garçom para cartolas e autoridades da Fifa, como o seu presidente, Joseph Blatter, Ronaldo, o secretário-executivo do Ministério dos Esportes, Luis Fernandes, e outros cartolas, que puderam se beneficiar de um camarote com todos os privilégios.

Quando foram ao campo, para os discursos de abertura, as autoridades falaram reiteradas vezes da integração entre os povos. Em português, Blatter deu “muito boas vindas ao povo do Caju”. Apesar da presença das autoridades, a arquibancada estava parcialmente vazia no evento. A quantidade de jornalistas era quase equivalente aos moradores locais.

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