Críticas à condução governista da CPI Mista, que quer investigar sem quebrar sigilos bancários

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp

Na sessão da CPI Mista da Petrobras, em que o relator, deputado Marco Maia (PT-RS), apresentou seu plano de trabalho aos parlamentares, o senador Alvaro Dias criticou a não inclusão, no primeiro momento, dos requerimentos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos envolvidos com as denúncias de corrupção na estatal. Segundo afirmou o senador, deixar este expediente fundamental ao bom funcionamento da comissão de inquérito para um futuro indefinido é apostar na protelação como forma de impedir que a CPI alcance resultados concretos.

“Os requerimentos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico são fundamentais para a boa investigação de uma CPI, mas eles não constam do roteiro preparado pelo relator. Nossa bancada apresentou 179 requerimentos, muitos deles pedindo a quebra de sigilo de dirigentes, ex-dirigentes e empresários envolvidos com as denúncias de falcatruas na estatal, mas se eles não forem votados logo, não chegarão tão cedo à comissão, pois leva muito tempo para vencer a burocracia do Banco central. Já tivemos CPIs em que as informações requeridas de sigilos bancários chegaram após o encerramento da comissão de inquérito. Portanto, é essencial que se possa deliberar com urgência sobre os requerimentos”, afirmou o senador.

O senador Alvaro Dias também requisitou do relator e do presidente da CPI Mista que criem sub-relatorias para auxiliar no trabalho de análise das informações, de acordo com os focos de investigação propostos no requerimento de criação da comissão. O senador defendeu a divisão dos trabalho em quatro sub-relatorias: compra da refinaria de Pasadena, denúncia de pagamento de propina a empregados da estatal, segurança nas plataformas de petróleo e construção da refinaria Abreu e Lima (PE). A intenção, segundo Alvaro Dias, é descentralizar a investigação, que está concentrada nas mãos do relator da comissão, o deputado Marco Maia.

Foto: Gerdan Wesley

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp