É falsa notícia sobre propina de R$ 5 milhões

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Ao contrário do que afirmou reportagem da revista Veja, publicada em 10/03/2018, é falsa a informação de que o senador Alvaro Dias tenha pedido ou recebido propina de R$ 5 milhões para enterrar a CPI do Cachoeira.

Assim que ficou sabendo da acusação, o senador procurou a Polícia Federal para esclarecer o conteúdo da reportagem. Na PF, foi informado de que é a falsa a notícia da denúncia publicada pela Veja e de que não há qualquer investigação, inquérito ou denúncia contra ele. Ou seja, a nota do jornalista Mauricio Lima, da Veja, é uma “fake news”.

Cinco dias após a notícia, inclusive, a própria Veja trouxe nova nota na qual reporta que “Testemunha mentiu em inquérito sobre Alvaro Dias”.
Diferente do que inicialmente afirmou a revista, Dias não conhece Samir Assad, o empresário que, em fato inédito, usa no e-mail mencionado pela Veja um codinome para logo em seguida identificar o nome entre parênteses. O e-mail é do mês de junho de 2012, mas, em outubro do mesmo ano, Alvaro Dias usou a tribuna do Senado para pedir a prorrogação da CPI por 180 dias.

A CPI do Cachoeira visava investigar a atuação do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e suas ligações com agentes públicos e privados. Quando integrou a comissão, Dias foi um dos membros mais atuantes.
Como líder da oposição, apresentou centenas de requerimentos convocando os principais suspeitos de envolvimento com o esquema de Carlinhos Cachoeira junto a empresas e órgãos públicos, cobrando quebras de sigilo e investigação do Coaf sobre contras para desvio de dinheiro no Brasil e no exterior.

Em paralelo ao trabalho da CPI, a assessoria técnica do senador identificou 18 empresas alimentadas pelo esquema de Cachoeira, nas quais foram movimentados R$ 421 milhões de recursos ilícitos. Outras 42 empresas movimentaram R$ 312 milhões, mostrando que empresas laranjas foram criadas para ocultação e lavagem de dinheiro.

As informações foram inseridas em um voto em separado e, ao fim dos trabalhos da CPI, o documento foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e Receita Federal.

Sobre a reportagem, o senador Alvaro Dias disse tratar-se de armação política e vingança pelo seu comportamento durante e depois da CPI do Cachoeira. “É uma tentativa de atingir o meu patrimônio maior – a honra – e desautorizar o discurso que é o meu maior trunfo na campanha eleitoral: o combate à corrupção”, afirmou.